Carregando..
Compass Minerals
+55 (11) 3016-9600 / 0800 702 5656   Idioma Português Português  Idioma Inglês English  Idioma Inglês Español

LOGIN     |     CADASTRE-SE


Imprensa
  • Fábrica Produquímica
  • Fábrica Produquímica
  • Fábrica Produquímica

Suplementação Mineral para Bovinos Leiteiros a Pasto

11.02.2014

Gustavo Rodrigues Alves, Zootecnista
Coordenador Técnico de Negócios Pecuários, Produquímica
gustavo.alves@produquimica.com.br


Dentre todos os setores produtivos do ramo agropecuário, o que mais evoluiu nos últimos anos foi o do leite. Após um começo discreto e subsidiado pelo governo até o início dos anos 90, este setor passa a experimentar profundas mudanças no seu segmento, desde a produção até o hábito do consumidor final.

Segundo o IBGE, o Brasil produz hoje mais de 32 bilhões de litros de leite por ano, sendo que todas as regiões brasileiras, com exceção da região norte, vêm apresentando crescimentos significativos na produção anual. Minas Gerais continua sendo o estado de maior produção, sendo responsável por quase 30% do total de leite, seguido por Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás.

Ainda segundo o IBGE, o rebanho brasileiro leiteiro também aumentou, ultrapassando a marca de 24 milhões de cabeças. É interessante observar que além de um aumento no número de vacas, o perfil das propriedades, no que diz respeito à estratificação do rebanho, também mudou, resultando em um aumento na proporção de vacas ordenhadas – fazendas com maior proporção de animais produtivos.

Após observar o aumento na produção de leite e um aumento na população de bovinos leiteiros, fica evidente uma comparação de produtividade. A produtividade, mensurada em litros / vaca / ano, vem apresentando uma taxa de crescimento muito abaixo do ideal, atingindo um auge de aproximadamente 1.400 litros.

Sabendo que, normalmente, uma vaca é ordenhada por 305 dias ao ano, 1.400 litros anuais representam menos que 4,6 litros / vaca / dia. Nota-se, desta forma, que apesar de um aumento de produção nacional de leite, temos que evoluir muito no que diz respeito à produtividade média de nosso rebanho. O aumento de produtividade será o grande responsável pela sustentação financeira da pecuária leiteira nos próximos anos.

Cerca de 90% dos sistemas de produção de leite no Brasil são a pasto e, nestes, as plantas forrageiras são responsáveis por 85% ou mais da dieta dos animais. Levando-se em consideração a estacionalidade de chuva de nosso país, bem como a variação qualitativa e quantitativa de nossas forragens, fica evidente que problemas nutricionais são os grandes responsáveis pelo desempenho produtivo.

Deficiência na qualidade da forragem ofertada e pouca quantidade desta certamente são os dois fatores mais significativos para uma boa nutrição animal. Porém, outros fatores são de extrema importância para aumentar a produção média de leite, principalmente quando temos um manejo de pasto adequado dentro do sistema de produção. Destacam-se evolução no mérito genético dos animais, sanidade, bem-estar animal – principalmente em relação a estresse térmico, falta de correção / adubação do solo, manejo da propriedade (lotação inadequada, plantas invasoras, espécie de forrageira escolhida) e, principalmente, a mineralização dos animais.

Sabe-se que em diversas partes do mundo, muitos animais, que deveriam estar aptos a expressar todo seu potencial genético, consomem dietas que não correspondem as suas necessidades em relação aos minerais. Alguns alimentos podem ser pobres ou ricos em um ou mais minerais, porém, na maioria das vezes, não apresentam a proporção correta entre si.

As deficiências de minerais, assim como todas as deficiências nutricionais, podem ocorrer em diversos graus. Encontramos desde deficiências mais severas, com sinais clínicos característicos e possível morte, até deficiências leves, que não apresentam sinais clínicos, porém que interferem no resultado da pecuária (atraso no desenvolvimento animal, problemas de fertilidade, queda na produção de leite).

No estágio atual na pecuária de leite brasileira, as deficiências leves são as principais responsáveis pelo impacto econômico do setor. Apesar de constituírem somente 4% do peso de um animal, os minerais desempenham três funções essenciais para o organismo de um ruminante: relacionadas à composição dos tecidos; atuam como eletrólitos para a manutenção do equilíbrio acidobásico / pressão osmótica / permeabilidade das membranas celulares; e como integrantes e enzimas digestivas.

Os minerais podem ser divididos em dois grandes grupos: macros e microminerais. Essa divisão diz respeito apenas à quantidade requerida de cada elemento pelo metabolismo de um ruminante, para o qual os macrominerais são exigidos em gramas, enquanto os microminerais em miligramas.

Para se entender melhor a importância de cada mineral, vale a pena ressaltar a função de cada elemento mineral a ser suplementado. Atualmente sabe-se da existência de cerca de 50 minerais dentro de um organismo vivo, porém apenas Ca, P, Mg, Na, Cl, S, Fe, Co, Cu, I, Mn, Zn e Se são essenciais para o metabolismo animal e, portanto, devem estar presente em sua alimentação. Atualmente as pesquisas de nutrição vêm mostrando que outros elementos podem ser essenciais, como: Molibdênio, Cromo, Níquel, Vanádio e Silício, porém sem conclusões significativas.

Apesar de ser fundamental para a mineralização óssea, coagulação sanguínea, transmissão de impulsos nervosos e composição do leite, o Cálcio (Ca) só apresenta deficiência em bovinos, quando estes recebem alimentação abundante de concentrado. Esta deficiência é comum em outras espécies animais, como suínos e aves; em animais em regime de pastejo ou com consumo adequado de qualquer outra forragem, o Ca é suprido.

Por sua vez, a deficiência de Fósforo (P) é considerada a deficiência mais importante em bovinos a pasto. O Fósforo é componente do DNA, participa ativamente do metabolismo energético (ATP) e é componente dos fosfolipídios. Sua deficiência tem como sinais característicos o raquitismo, desenvolvimento retardado e apetite depravado.

A deficiência de Magnésio (Mg) é rara, uma vez que este mineral é abundante na maioria dos alimentos. 70% do Mg corporal estão presente no esqueleto. As principais funções estão relacionadas ao metabolismo de carboidratos e lipídios, catalisadores de vários sistemas enzimáticos, oxidação celular e atividade neuromuscular. Apesar de rara, esta deficiência pode ocorrer, sendo chamada de “tetania das pastagens” (anemia e carne esbranquiçada – mais comum em animais velhos).

O Potássio (K) é considerado o principal cátion das células – equilíbrio acidobásico, regulador do balanço osmótico, equilíbrio hídrico e ativador de enzimas. As pastagens tropicais são normalmente ricas em K, normalmente suprindo a exigência animal. A deficiência de potássio pode aparecer em vacas alimentadas com feno ou silagens, sendo a suplementação deste mineral importante nestes casos. Animais sob estresse perdem potássio via urina, necessitando de reposição.

Já a carência de Sódio (Na) é a mais comum encontrada em todo o território nacional, sendo a segunda mais importante (depois do P). É a deficiência conhecida e estudada há mais tempo. O sódio é importante para pressão osmótica, metabolismo da água e absorção de nutrientes. A suplementação de sódio é a baliza para a suplementação de todos os outros minerais, uma vez que o sal branco (cloreto de sódio) é a matéria-prima que regula o consumo do suplemento como um todo. A deficiência de sódio tem como característica o consumo depravado (casca de árvores, terra) e o hábito dos animais de se lamberem.

Quanto ao Cloro (Cl), de maneira geral, a concentração deste mineral nas pastagens tropicais é suficiente para atender a demanda deste elemento no organismo de um ruminante, inclusive vacas de alta produção. Além do que, a suplementação de sódio se faz via sal branco (cloreto de sódio), reduzindo as chances de deficiência de Cl. O cloro tem sua principal função relacionada à composição do ácido clorídrico do suco gástrico.

O Enxofre (S) é um mineral que apresenta grande variação no perfil de solo brasileiro. Este mineral é componente de aminoáciodos sulfurados, como cistina e metionina, que são fundamentais para a deposição de tecido magro. O enxofre é fundamental também para a utilização de NNP (ureia) dentro do rúmen animal. Ao se utilizar sal mineral ureado, proteinados ou proteico-energéticos, devemos nos atentar ao nível deste elemento. Sua deficiência normalmente não apresenta sinais visíveis, sendo relacionada à redução no crescimento / produção.

Os 06 (seis) minerais descritos até o momento fazem parte do grupo de macrominerais. Os próximos 07 elementos abaixo compõem o grupo de microminerais, que, com exceção do Ferro (Fe) necessitam de suplementação por não serem encontrados em níveis ótimos em nossas forrageiras. Devido à alta concentração de ferro nos solos e em nossas plantas forrageiras, a deficiência de ferro não ocorre em ruminantes ao pasto.

O Cobalto (Co) é necessário para que os microrganismos ruminais sintetizem vitamina B12. Esta vitamina é responsável pela síntese energética nos ruminantes. Uma baixa concentração de Co representa queda na Vitamina B12 e consequentemente redução no apetite dos animais.

O Cobre (Cu) atua com o Fe na formação de hemoglobina. Participa expressivamente na transmissão de impulsos nervosos e é necessário para a pigmentação e aparência normal de peles e pelos. As pastagens são geralmente pobres neste elemento mineral sendo sua deficiência relacionada com a queda da fertilidade e produção de leite.

Um dos microminerais mais estudados é o Iodo (I). Mineral concentrado nas glândulas da tireoide, o iodo é necessário para a produção de hormônios relacionados à termorregulação, reprodução e desenvolvimento animal. A deficiência de I causa, como sinal clínico, o bócio endêmico, que nada mais é do que um aumento da tireoide, na tentativa de produzir mais hormônios, devido à falta de iodo.

Outro mineral importante para o sistema reprodutivo é o Manganês (Mn). Trata-se de um mineral de grande importância para a manutenção dos órgãos reprodutivos tanto em machos como em fêmeas. Tem ação no metabolismo de lipídeos. O alto nível de Ca das pastagens reduz a absorção de Mn, portanto, apesar de em alguns casos a forragem apresentar níveis adequados deste elemento, sua suplementação faz-se necessária. Sua carência gera problemas reprodutivos e atraso no desenvolvimento animal.

Relacionado ao sistema imunológico das vacas em lactação, o micromineral mais importante é o Zinco (Zn). Este elemento é um ativador de enzimas, além de estar relacionado à síntese de proteína. As pastagens apresentam baixos níveis de Zinco (principalmente a família das Braquiárias). A deficiência de Zinco normalmente é associada à susceptibilidade de doenças contagiosas e anomalias de pele.

Com relação direta na reprodução, o Selênio (Se) já foi considerado um elemento tóxico. A deficiência deste mineral está ligada à retenção de placenta. Além disso, o ruminante carente de Selênio pode apresentar a doença do músculo branco.

Conforme visto, as atuações dos minerais dentro do organismo de uma vaca de leite são amplas e fundamentais. A exigência, em minerais, de um animal está diretamente correlacionada com a produção de leite do mesmo, ou seja, quanto maior produção de uma vaca, maior o aporte mineral que devemos dar para este animal.

Esta suplementação pode ocorrer via cochos de suplementação, com consumo à vontade (sal mineral), ou, na maioria dos casos, através da ingestão forçada dentro dos alimentos concentrados oferecidos para as vacas em lactação (núcleos). Em ambos os casos, devemos procurar por produtos concentrados e, mais do que isto, biodisponíveis para atender a alta demanda mineral dos ruminantes.

Pensando em uma produção de leite a pasto, a suplementação mineral tem um papel fundamental para tornar esta atividade lucrativa. Deficiências leves e que não apresentam sinais clínicos característicos são as grandes vilãs no momento de fechar a conta mensal. Para se ter uma boa produtividade / vaca / ano, devemos cumprir um pré-requisito: dar todo aporte nutricional necessário para que nossa máquina de produzir leite expresse todo o seu potencial de produção.

« Voltar para Home



MAIS NOTÍCIAS

23.07.2016
A Produquímica na revista Hydro


20.07.2016
Programa Supera é destaque na gazeta MT


05.07.2016
Lançamentos NutriExperts


05.07.2016
Pós-evento NutriExperts


30.06.2016
Programa SUPERA JÁ NASCE CAMPEÃO


16.05.2016
Produquímica no Painel Florestal


13.04.2016
Produquímica e Compass Minerals unem


31.03.2016
A Produquímica aposta na parceria e apresenta


14.03.2016
Produquímica firma parceria com Abiclor


17.12.2015
Produquímica fecha parceria com Compass Minerals


06.03.2015
Produquímica firma parceria com o CESB


26.08.2014
Produquímica inaugura fábricas regionais e se aproxima ainda mais dos pecuaristas


26.08.2014
Produquímica inaugura fábrica em Uberlândia e se aproxima ainda mais dos pecuaristas


26.08.2014
Produquímica inaugura fábrica em Presidente Venceslau e se aproxima ainda mais dos pecuaristas


12.06.2014
Importância da Suplementação Mineral no Mato Grosso do Sul


02.06.2014
“A suplementação deve ser feita sem interrupções”, defende zootecnista


16.04.2014
Relação entre susceptibilidade a pragas e doenças e estado nutricional das plantas


01.04.2014
Com o confinamento em alta, pecuaristas devem se preocupar com desafios sanitários


27.03.2014
Produquímica participa pela primeira vez da GranExpoNorte e Brasil Papaya Fest


27.02.2014
Produquímica participa da Expodireto Cotrijal para ampliar vendas em 30%


18.02.2014
A necessidade do aumento da eficiência na fertilização para atingir maiores produtividades


12.02.2014
Sistema da Produquímica auxilia no tratamento de esgoto e no combate preciso aos odores


11.02.2014
Suplementação Mineral para Bovinos Leiteiros a Pasto


10.02.2014
Parceria entre Produquímica e RR Agroflorestal busca um aumento na lucratividade florestal


04.02.2014
Orquídeas exigem cuidados especiais


28.01.2014
A importância da suplementação mineral


23.01.2014
Produquímica irá oferecer condições especiais para antecipar 70% das vendas durante a BelaSafra 2014


21.01.2014
07 dicas da Dona Flor para você ter um jardim mais bonito



Webmail
Contato:
  • +55 11 3016-9600
  • 0800 702 5656
Copyright © 2013 - Produquímica - Todos os direitos reservados